Origem do Alfabeto e da Escrita

Alfabeto latino – Apareceu por volta do século VII a.C. Os romanos adotaram 21 dos 26 caracteres etruscos, escrevendo da direita para a esquerda. Mais tarde, passaram a escrever da esquerda para a direita e, após a conquista da Grécia no século I a.C., criaram as letras Y e Z para representarem sons gregos. Com a expansão do Império Romano e a difusão do cristianismo, o alfabeto latino tornou-se a escrita mais aceita e a base de todos os alfabetos da Europa Ocidental, até os dias de hoje. Na Idade Média, foram introduzidas as letras U, W e J para diferenciar o som ‘u’ do som ‘v’, o ‘w’do ‘v’ e o ‘j’ do ‘i’. Começou-se a usar também letras minúsculas. Até então, só havia maiúsculas.

 Mais coisas sobre o alfabeto

Conjunto de símbolos que representam os sons de uma língua. As letras representam, ainda que imperfeitamente, os sons da fala, ou soídos, ou fonemas. As do alfabeto português, de maneira idênticas as línguas que procedem do latim, baseiam-se no alfabeto romano, que data aproximadamente de 2500 anos. As letras maiúsculas, as mais antigas, que são quase exatamente iguais as usadas nas inscrições romanas do séc. III a.C.; as minúsculas se assemelham bastante às romanas cursivas, que surgiram para tornar mais rápida a escrita.

 Os homens, em eras remotas, muito antes de se inventar o alfabeto, registraram alguns acontecimentos e comunicaram uns aos outros as suas idéias, valendo-se de desenhos. Esse, porém, em sua maioria, eram obras de arte, e não escrita pictórica. Quando, entretanto, começaram a traçar figuras com o fim de se comunicar alguma idéia, ou mensagem, então já não faziam arte: começaram a escrever. Tal escrita, praticada de fato por inúmeros povos primitivos, desenvolveu-se enormemente entre os babilônicos e egípcios, e veio a ser a origem da escrita chinesa atual.

 Há cerca de 3500 anos atrás, provavelmente, os sacerdotes da Babilônia começaram a registrar o número de ovelhas e vacas que se enviavam ao templo por meio de figuras desenhadas em argila úmida. Essa escrita chama-se cuneiforme, ou em forma de cunha, porque cada traço do desenho tem o aspecto de cunha.

 Foi muito difícil aos primeiros homens exprimir seus pensamentos por processos ideológicos, porque suas mensagens poderiam ser interpretadas diversamente por leitores diferentes. A necessidade de precisão foi aperfeiçoando o método. Os símbolos começaram a representar combinações de sons. Se a palavra que exprimia a idéia de braço era, por hipótese, “id”, a figura de um braço representaria então o som “id”, onde quer que ele viesse a ouvir-se. Assim iniciou – se a fase silábica, que os babilônicos e chineses não conheceram nunca.

 Os egípcios decoram os seus monumentos com uma combinação de pictogramas e ideogramas. Os gregos chamaram essa escrita hieróglifos, ou gravação sarca, pois lhe reconheceram o trabalho dos sacerdotes(também dizemos em português jeróglifos). Chegaram a utilizar 24 sinais, que eram consoantes auxiliares dessa escrita. Infelizmente nunca receberam a importância da invenção, a qual fazia inútil todos os pictogramas até então em voga. O uso do alfabeto, que logo sobreveio, reduziu o número de sinais a cerca de duas dúzias, com as vantagens da precisão.

Não é muito difícil esboçar a história do alfabeto, desde o tempo em que surgiu nas mais antigas inscrições gregas. Mas o que diz a respeito ao período pré-helênico, ainda é nebuloso. Os nomes gregos das letras(alfa, beta, gama etc) sugerem a origem simética. Assim ao hebraico a primeira letra do alfabeto se chama a/eph, a segunda beth, etc.. Existem várias suposições a cerca do alfabeto semita. Alguns autores o entroncam na escrita egípcia; outros o derivam da Babilônia, ou mesmo Creta. Daí teria sido levado á Palestina pelos filisteus, modelo dos fenícios. Destes é que teriam chegado aos gregos.

 As inscrições gregas mais antigas datam do séc. VI a.C., e são coríntias e atenienses. A maioria das cidades gregas desenvolveu seu próprio critério, introduzindo novas e variadas letras, alguma das quais ficaram definitivas como as letras vogais. Só no séc. IV a . C. é que se conseguiu unificar o alfabeto que ainda hoje perdura, de 24 caracteres. As letras gregas, com alterações e acréscimos, foram transmitidas ao povo da Europa ocidental através do alfabeto latino. Deste procede o alfabeto português. O alfabeto eslavo, de 36 letras, procede do grego.

A História da Escrita

Introdução 

Na Pré-História o homem buscou se comunicar através de desenhos feitos na paredes das cavernas. Através deste tipo de representação (pintura rupestre), trocavam mensagens, passavam idéias e transmitiam desejos e necessidades. Porém, ainda não era um tipo de escrita, pois não havia organização, nem mesmo padronização das representações gráficas.

Criação da escrita e sua história

Foi somente na antiga Mesopotâmia que  a escrita foi elaborada e criada. Por volta de 4000 a.C, os sumérios desenvolveram a escrita cuneiforme. Usavam placas de barro, onde cunhavam esta escrita. Muito do que sabemos hoje sobre este período da história, devemos as placas de argila com registros cotidianos, administrativos, econômicos e políticos da época.

Os egípcios antigos também desenvolveram a escrita quase na mesma época que os sumérios. Existiam duas formas de escrita no Antigo Egito: a demótica (mais simplificada) e a hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos). As paredes internas das pirâmides eram repletas de textos que falavam sobre a vida dos faraós, rezas e mensagens para espantar possíveis saqueadores. Uma espécie de papel chamada papiro, que era produzida a partir de uma planta de mesmo nome, também era utilizado para escrever.  

Já em Roma Antiga, no alfabeto romano havia somente letras maiúsculas. Contudo, na época em que estas começaram a ser escritas nos pergaminhos, com auxílio de hastes de bambu ou penas de patos e outras aves, ocorreu uma modificação em sua forma original e, posteriormente, criou-se um novo estilo de escrita denominado uncial. O novo estilo resistiu até o século VIII e foi utilizado na escritura de Bíblias lindamente escritas.

 Na Alta Idade Média, no século VIII, Alcuíno, um monge inglês, elaborou outro estilo de alfabeto atendendo ao pedido do imperador Carlos Magno. Contudo, este novo estilo também possuía letras maiúsculas e minúsculas.

Com o passar do tempo, esta forma de escrita também passou por modificações, tornando-se complexa para leitura. Contudo, no século XV, alguns eruditos italianos, incomodados com este estilo complexo, criaram um novo estilo de escrita.

 No ano de 1522, um outro italiano, chamado Lodovico Arrighi, foi o responsável pela publicação do primeiro caderno de caligrafia. Foi ele quem deu origem ao estilo que hoje denominamos itálico.  

Com o passar do tempo outros cadernos também foram impressos, tendo seus tipos gravados em chapas de cobre (calcografia). Foi deste processo que se originou a designação de escrita calcográfica.

Hieróglifos Egípcios

O que era a escrita hieroglífica, egípcios, cultura, os hieróglifos

 

Hieróglifos Egípcios: escrita através de desenhos e símbolos

Definição 

No Egito Antigo a escrita mais usada era conhecida como escrita hieroglífica, pois era baseada em hieróglifos. Estes eram desenhos e símbolos que representavam idéias, conceitos e objetos. Os hieróglifos eram juntados, formando textos. Esta escrita era dominada, principalmente, pelos escribas. 

Os egípcios escreviam, usando os hieróglifos, no papiro (espécie de papel feito de uma planta de mesmo nome) e também nas paredes de pirâmides, palácios e templos.

Estes hieróglifos são a principal fonte histórica para entendermos a história desta importante civilização antiga. Poucos egiptólogos (estudiosos do Egito Antigo) conseguem decifrar a escrita hieroglífica.

Os três famasos inventores da Escita Imprensa e Tipologia

João Gutenberg, ou Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg (Mogúncia, c. década de 1390 – 3 de Fevereiro de 1468), foi um inventor alemão que se tornou famoso pela sua contribuição para a tecnologia da impressão e tipografia.

Tradicionalmente afirma-se que teria inventado os tipos móveis – que não foram mais, no entanto, que uma melhoria dos blocos de impressão já então em uso na Europa. A sua contribuição foi a da introdução de tipos (caracteres) individuais de metal e o desenvolvimento de tintas à base de óleo para melhor usá-los. Aperfeiçou ainda uma prensa gráfica, inspirada nas prensas utilizadas para espremer as uvas no fabrico do vinho.

A palavra garamond refere-se aos tipos originais criados por Claude Garamond para sua tipografia em 1530. Atualmente, várias famílias tipográficas são comercializadas como interpretações dos tipos originais de chumbo, bastante populares e muito usadas na composição de texto corrido. Considerando-se que estas famílias são a própria Garamond, esta é uma das fontes mais antigas ainda em uso.

A Garamond divide com a Times New Roman o posto de fonte serifada mais popular do mundo (sendo o tipo serifado mais utilizado na França, seu país de origem).

  

Max Miedinger  desenvolveu a  Helvetica em 1957 para a tipografia suíça Haas’sche Schriftgießerei. Seu título é derivado de Helvetia, o nome latino da Suíça. A fonte é baseada em uma tipografia mais antiga chamada Akzidenz Grotesk, criada em 1898. A Helvetica, originalmente chamada Haas-Grotesk, é uma fonte sem serifa bastante limpa e um dos princípios de seu projeto foi a máxima legibilidade.

 Trajetória

A Helvetica é uma família tipográfica sem-serifa, considerada como uma das mais populares ao redor do mundo. Devido às preocupações que originaram seu desenho, é uma das fontes mais associadas ao modernismo no design gráfico.

A fonte tornou-se bastante popular na década de 1960, sendo usada em praticamente qualquer aplicação: a expressão “Se não souber o que usar, use Helvetica” tornou-se famosa. Em 1983, a empresa Linotype lançou a Neue Helvetica (nome alemão para “Nova Helvetica”), um redesenho otimizado da Helvetica original.

Entre outros usos famosos, a Helvetica é a fonte padrão do sistema de comunicação visual do metrô de São Paulo.

Comparação

 

Arial

A fonte Arial, bastante difundida pelo mundo devido ao fato de ter sido distribuída pela Microsoft em várias edições de seu sistema operacional costuma ser associada à Helvetica, embora seja criticada como uma “cópia inferior”. Uma maneira fácil de identificar as duas fontes é através da comparação dos tipos relativos às letras “R” e “G” maiúsculos e do “a” minúsculo. …


10 Respostas to “Origem do Alfabeto e da Escrita”

  1. vlws ajudo muito

  2. Humm ajudou muito na minha pesquisa…Só faltou os ideogramas e o alfabeto Fenício…:S Vlw’s ^^

  3. Ajudou na Pesquisa da Escola.

  4. eu nunca pensei em conhecer tão afundo sobre esse negocio da escrita. porem estudando novamente e desta feita teologia estou sendo estimulado a buscar os fundamento com mais clareza sobre o que sempre usei para me comunicar.

    • Fico muito feliz, Jorge!
      Seja bem-vindo ao estudo novo… e não deixe de sempre estudar e elaborar a sua criatividade
      Beijos

  5. ajudou muito!
    eu precisava fazer uma história em quadrinhos da origem da escrita >.<
    mas ajudou :D

  6. vou usar para ajudar meus alunos a perceberem mais coisas sobre a escrita

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